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06 de Dezembro de 2011

Empresa familiar: sucessão deve começar com fundador em atividade

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Grupos como Gerdau, Pão de Açúcar e a Construtora Odebrecht são alguns exemplos de empreendimentos familiares de sucesso. Porém, conflitos durante o processo sucessório de gestão costumam ser um dos principais fatores de falência deste tipo de organização. Em entrevista exclusiva para o Gente&Mercado, a administradora, mestre e doutora em Administração pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Maria da Graça Pitiá traz orientações sobre como driblar a sucessão em empresas familiares de maneira profissional e segura. Maria da Graça é vice-diretora da Escola de Administração da Ufba e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Gestão de Empresas Familiares do Conselho Regional de Administração da Bahia. Participou da Semana Global do Empreendedorismo que aconteceu em Salvador entre os dias 16 e 19 de novembro, onde coordenou seminário sobre o tema “Sucessão em Organizações Familiares”. Confira a entrevista.

O que caracteriza uma organização familiar?

Maria da Graça Pitiá Barreto - O controle da empresa está nas mãos de seu fundador, da pessoa que a adquiriu ou de membros de sua família. Pelo menos um representante da família participa da gestão dos negócios. No caso de companhia aberta, o empresário que fundou ou adquiriu, ou seus familiares, detêm o controle por meio de ações e, pelo menos, um membro da família participa do Conselho.

Quais as principais vantagens deste tipo de empreendimento?

M.G.P. - A criação de um empreendimento exige que os membros de uma sociedade se conheçam e tenham afinidade, para que haja confiança nas relações organizacionais. Então, um empreendimento familiar conta com essa proximidade entre os sócios que o constituem e que, portanto, podem estabelecer relações de parceria sem desconfiança.

E as desvantagens?

M.G.P. – A própria vantagem de um empreendimento pode se transformar em desvantagem se não houver profissionalização na condução de uma empresa familiar. A ausência de regras claras e pactos firmados em época de harmonia pode se transformar em crise interna, quando se iniciam os conflitos. A proximidade nas relações pode decorrer em falta de acordos prévios necessários a uma boa condução nos empreendimentos. A escolha dos integrantes da organização, pelo grau de parentesco e não pela competência do familiar, pode resultar em graves problemas organizacionais.

Leia a reportagem completa pelo link http://genteemercado.com.br/empresa-familiar-sucessao-deve-iniciar-se-com-empreendedor-ainda-em-atividade/