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18 de Maio de 2010
Emilio Odebrecht chama a atenção para o Pelourinho
O empresário Emilio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da Odebrecht SA, durante uma palestra promovida pelo Instituto Miguel Calmon, IMIC, e pela Associação Comercial da Bahia em comemoração aos 30 anos do IMIC, para empresários no salão nobre da entidade chamou atenção para a atual situação que passa a cidade de Salvador. Na visão do empresário, a cidade tem forte vocação turística, mas o setor encontra dificuldades para deslanchar em razão de descaso. “Salvador tem carência de infraestrutura, segurança e o turista que nos visita é mau atendido. Se ele sai do Aeroporto e deseja ir ao Centro Histórico perde mais de duas horas. O turista com maior poder aquisitivo há muito não se dirige a Salvador.
Ele segue direto ao Litoral Norte. Infelizmente a capital de nosso Estado tem a segunda menor renda per capta do Nordeste. Há muito não se transitam mais as riquezas geradas pelo interior. É preciso promover uma mudança cultural. O Centro Histórico precisa ser restaurado e mais cuidado”, disse o empresário que dirige um dos grupos mais rentáveis do país. Emilio Odebrecht anunciou que o grupo deve faturar este ano R$ 45 bilhões e ressaltou algumas parcerias de peso que alavancam o desenvolvimento da Bahia.
“A Odebrecht hoje enfrenta desafios perante o Brasil e a Bahia. Nossa organização é brasileira de origem baiana. O Pólo Industrial tem tudo para deslanchar. Através de uma parceria com o governo, vamos implementar em conjunto com outras empresas, um mega projeto estruturante no Porto de Aratu. O Porto de Aratu é muito importante para o desenvolvimento. A questão de infraestrutura e escoamento do que se produz reflete num grande desafio. Somos o grupo privado que mais investe na Bahia”, declara.
Interesse em investir em Belo Monte
Emílio Odebrecht revelou o interesse do Grupo em investir na Usina de Belo Monte, no Pará. “Estamos traçando conversas com o governo e o consórcio vencedor. Belo Monte tem grande potencial e é muito importante para o país”, avisa. Em relação a Ponte Salvador Itaparica, Emilio se disse cético. “Não acredito que ela seja viável para agora. Existem alternativas viárias passando por Candeias, por exemplo. Trata-se de uma opinião pessoal”, diz. Sobre o Pré sal Odebrecht ressaltou o interesse do grupo em realizar investimentos. “Já estamos atuando no segmento de petróleo e queremos continuar investindo no Pré sal”, comenta.
Em relação a área imobiliária, Emilio Odebrecht disse que a intenção do grupo é contribuir positivamente para o desenvolvimento de Salvador. “Temos um olhar pela cidade. Atuamos no segmento de baixa renda com o Bairro Novo. Temos um projeto em Camaçari e outro sendo implantado em Salvador voltado para quem ganha até três salários mínimos. Trata-se de algo bem impactante”, informa.
Sobre o projeto de reforma da Fonte Nova, Emilio Odebrecht elogiou o programa de 2014 da Bahia. “Trata-se do único programa já decidido”, considera. Ele citou a concessão ganha pelo grupo da BA 093. “Um conjunto de rodovias, totalizando 125 km de vias, que incluem a CIA Aeroporto, dentre outras cujo contrato será assinado entre junho a julho deste ano”, frisa. O empresário ainda citou as realizações do grupo como a construção de empreendimentos como o Morada dos Cardeais, Salvador Trade Center, Mundo Plaza, dentre outros.
“Em 1978 começamos a atuar no Polo Industrial de Camaçari. Nesta mesma data ele surgiu. Ele é fruto de um longo processo de instalação. Começou no governo de Luis Vianna Filho, passou por Antonio Carlos Magalhães e por Roberto Santos. Em 1979 adquirimos algumas ações, mais tarde em 1992 adquirimos maior controle acionário. Entra em cena a Braskem que é hoje considerada a maior das Américas e até 2020 planejamos que ela seja uma das cinco maiores empresas do mundo”, destaca. Ele cita ainda a participação do Grupo em projetos associados a óleo e gás dentro do Brasil e no exterior. “Estamos presentes no Mar do Norte, Angola, dentre outros países”.