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Economia
01 de Novembro de 2011
Economia brasileira deve continuar crescendo

Mesmo com os impactos dos efeitos da crise econômica internacional o mercado brasileiro deve continuar a crescer, avaliam especialistas. Segundo o economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, o risco de afetar a economia existe, mas o que deve ocorrer é a redução no ritmo de criação de empregos e não uma perda líquida de postos de trabalho. “O crédito deve continuar se expandindo, ainda que ritmo menos vigoroso do que o observado nos últimos anos.
Uma paralisia no crédito ou a redução de seus prazos somente ocorreria se a crise na Europa evoluísse para uma situação mais grave, resultando, no limite, na quebra de um grande banco”, avalia. Ele relembra os efeitos da crise de 2008. “Aumentou a percepção de risco de calote da dívida grega, de quebra de bancos importantes da Europa e da perda da capacidade de recuperação da economia americana nos próximos anos. Se um ou mais desses cenários se confirmar, o efeito poderá ser o de forte recessão nos países desenvolvidos.
O efeito no Brasil seria a redução do ritmo de crescimento econômico. Não parece o cenário mais provável, todavia, acontecer algo parecido com o desastre de 2008, após a quebra do banco Lehman Brothers em setembro daquele ano”, considera. Sobre o risco de hiperinflação, Maílson da Nóbrega acredita que o país esteja vacinado. “A inflação alta corrói normalmente a renda dos trabalhadores, mas uma grande parte tem conseguido acordos salariais que repõem a inflação passada. Sindicatos mais fortes obtêm reajustes reais acima dos ganhos de produtividade, o que pode acentuar o movimento de alta dos preços.