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Economia

18 de Maio de 2010

Economia baiana gera 10.590 empregos com carteira em abril

A criação de postos de trabalho com carteira assinada bateu o recorde no mês de abril. Em todo o País, foram gerados 305.068 empregos formais. A Bahia segue a tendência nacional. Foram criados 10.590 postos formais em todo o Estado – o oitavo saldo mais expressivo de todo o País, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo o diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Geraldo Reis, com a participaçãobaianaem5%no saldo nacional e a expectativa de dois milhões de empregos para o aís,é possível projetar a criação de 90 mil postos de trabalho no Estado este ano. “A Bahia, em média, sempre gerou 5% dos empregos de todo o País. Mais o fato de o Estado ter criado mais de 100 mil empregos nos últimos 12 meses e a previsão de dois milhões para todo o País, a projeção de 90 mil empregos em 2010 é bastante razoável”, argumenta.


Ele ainda observa que o desempenho baiano é fruto do aquecimento da economia, em alta desde o final de 2009.“É uma combinação de fatores. Mas o que a gente observa é que a recuperação da economia da Bahia se deu desde o último trimestre de 2009, com reflexos em todos os setores da economia”, declarou Geraldo Reis. Impacto Os três setores baianos com maior destaque em abril são o da indústria de transformação, com 2.341 postos de trabalho; construção civil, com 2.600; e a agropecuária, com 3.510 empregos formais. Neste setor, o Estado só ficou atrás de Minas e São Paulo.


Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira (Sintracon), Raimundo Brito, o crescimento da economia baiana, em especial o setor da construção civil, é reflexo de momento vivido em todo o País. “É em função dos investimentos do governo federal, como PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e Minha Casa, Minha Vida, além do investimento em empreendimentos para as classes média e alta. Isso tem contribuído para o crescimento dos empregos”, avalia.

Brito ainda destaca que as exigências por trabalho regular nos projetos federais também impulsionaram o crescimento. “Isso exige respeito ao critério do governo federal para que não tenha trabalhador informal nesses projetos. É fundamental e com a fiscalização do sindicato vai melhorar muito”, observa. Números No primeiro quadrimestre de 2010, as contratações superaram em 962,32 mil o número de trabalhadores demitidos. O setores que mais empregaram foram os de construção, indústria, serviços, comércio e agropecuária. Dos nove estados da Região Nordeste,a Bahia é o que mais criou empregos no mês passado.

Na sequência do ranking, aparecem Ceará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. A pior colocação foi de Alagoas, com déficit de 6.668 vagas. De acordo com os dados da SEI, o interior do Estado foi responsável por 71,9% dos empregos formais no Estado. Foram criadas 7.609 vagas contra 2.981 na Região Metropolitana de Salvador. As cidades baianas que mais contribuíram para o índice estadual foram Salvador, Teixeira de Freitas, Juazeiro, Feira de Santana e Alagoinhas.