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01 de Fevereiro de 2011
Diretor de incorporações e marketing da construtora Petram fala das expectativas para 2011

Bahia Econômica : O mercado imobiliário da Bahia teve um desenvolvimento surpreendente nos últimos anos. Era um mercado que vendia 3 mil unidades comerciais por ano e passou a vender 15 mil. A que você atribui isso?
Daniel Costa: O primeiro ponto é que o aquecimento não foi regional e sim, nacional. Todas as grandes cidades aumentaram muito as vendas de imóveis e as que não seguiram nesse caminho, foi por problemas burocráticos bem específicos. Outro ponto bem importante foi o acesso facilitado ao crédito imobiliário. Isso vale não somente para o consumidor final, como também para as empresas do setor. Os bancos encontraram um modelo bem seguro e flexibilizaram tanto o prazo para os pagamentos, quanto as taxas cobradas. O cliente, sobretudo da classe C, passou a obter o financiamento da casa própria, com prazo de 30 anos para pagar e quase 90% do valor desse imóvel financiado, exigindo uma poupança bem pequena. Por fim, o aquecimento da economia motivou todas as classes sociais a adquirirem imóveis, inclusive trazendo de volta o investidor.
B.E: A classe C é que está impulsionando o mercado?
D.C: Também. Se avaliarmos apenas em quantidade de imóveis vendidos, a maioria foi para essa classe, mas se considerarmos o somatório dos valores das unidades vendidas por classe, com certeza a maior porção estará ainda na classes A e B. O que está impulsionando o mercado é a competência do empresariado e o crescimento econômico.
B.E: Alguns analistas acreditam que está se formando uma “bolha imobiliária” por conta da possibilidade de aumento da inadimplência e do aumento dos preços dos imóveis. Como você vê isso?
D.C: Não acredito que isso aconteça. Nosso mercado financeiro está muito atento aos aumentos de inadimplência. Acredito até que já esperavam por isso e tomarão medidas cautelares quando julgarem necessário. Acho que existirá um crescimento ainda maior com a queda das taxas de juros. O Brasil tem apenas 3% do nosso PIB em financiamento imobiliário, quando países com o Chile, Argentina e México tem 18%, 11% e 40%. Temos muito o que crescer. O investimento em imóvel é bem diferente do investimento em outros bens. O imóvel tem liquidez, não se deteriora com velocidade e ainda pode gerar renda que muitas vezes paga a própria prestação. Ainda produzimos muito menos imóveis do que precisamos, e até conseguirmos nivelar essa equação, a bolha estará contida. Após esse equilíbrio tenho certeza que o ritmo diminui para a 1ª residência mas acelerará para a casa de praia, o sítio, o imóvel para investimento, ..... Imóvel será sempre um grande negócio para todos desde de que produzido e planejado com responsabilidade e perfeitamente adequado ao ambiente e seu público.
B.E: Com o aquecimento do mercado baiano muitas construtoras de outros estados e mesmo de outros países vieram para a Bahia. Você acha isso positivo?
D.C: Acho totalmente positivo. As grandes empresas servem como catalisadoras no processo de desenvolvimento e modernização e sempre buscam uma grande interação com o empresariado local para tornar seus empreendimentos adequados aos costumes de cada região. Outro fator importante é que as construtoras locais têm muito maior capacidade de construir com menor custo dentro de sua cidade, onde o acesso a fornecedores, sobretudo aos de mão de obra, é facilitado. Onde o domínio dos métodos construtivos são plenos. (Matéria: Bahia Econômica, 01.02.11)
B.E: Como a Petram, que é uma construtora de capital baiano, enfrentou a concorrência?
D.C: Se aliando a eles. Desde 2007, somos parceiros exclusivos na Bahia da TECNISA, uma das maiores e mais tradicionais empresas do mercado imobiliário brasileiro. Além disso, conversamos com outras tantas que precisam do nosso expertise para desenvolver bons negócios e com segurança empresarial. Hoje já temos contratos com a João Fortes, Brookfield e AGRE, e conversamos com outras tantas. A vinda dessas empresas foi o maior motivador para nosso retorno a Bahia.
B.E: Como tem sido o desempenho da Petram nos últimos anos, quais os lançamentos principais neste ano e as perspectivas futuras?
D.C: No início de 2009, mesmo sendo período de crise, nós lançamos mais de 500 unidades imobiliárias em 2 empreendimentos: Supremo Family Clube, em Lauro de Freitas, e Diamond Alto do Itaigara, em Salvador. Esses 2 empreendimentos juntos totalizam mais de R$200.000.000 de VGV. O Supremo é reconhecidamente um grande sucesso e temos apenas 10% das unidades disponíveis. O Diamond nos surpreendeu vendendo mais de R$20.000.000 nos últimos 45 dias com a nossa campanha do Personal Diamond. Em 2010, nós adquirimos novos terrenos e estaremos lançando pelo menos 2 desses em 2011. Esperamos lançar entre R$100.000.000 e R$200.000.000 no ano que vem. O importante é manter nesses novos negócios a mesma rentabilidade e qualidade dos anteriores. Resultado para quem faz e para quem compra.
B.E: A Petram tem se posicionado no mercado com criatividade, usando bem as novas mídias. Fale um pouco sobre isso.
D.C: Não tem outro jeito. Apesar das enormes dificuldades que enfrentamos para lançar, construir e entregar um empreendimento imobiliário, nada se compara ao desafio de atingir nosso consumidor com precisão. Esse cliente mudou muito e hoje é tão informado como nós. Ele não aceita mais um tratamento bom, ele quer ótimo. Ele quer poder se comunicar de todas as formas e através de todos os veículos. Ele quer informação rápida e precisa a qualquer instante. Nós simplesmente estamos nos expondo ao máximo. Abrindo as portas de nossa empresa para que nosso consumidor interaja conosco quando e como quiser. Nesse ano de 2010, nós aumentamos de 800 para mais de 14.000 cliques mensais em nosso site. Passamos a atuar em várias redes sociais (Facebook, Orkut, YouTube, Flickr, FourSquare, Blog e Twitter), e sempre ofertando ao consumidor informações interessantes sobre o mercado imobiliário, reformas, arquitetura e decoração. No nosso próximo lançamento vamos abrir condições especiais de comercialização para esses clientes. De maneira inédita eles saberão antecipadamente de todas as informações e poderão adquirir unidades em condições especiais.
B.E: Qual a sua avaliação sobre o Programa Minha Casa, Minha Viva?
D.C: O Programa Minha Casa Minha Vida teve, tem e terá um importante papel no crescimento do setor porque conseguiu incluir um outro público como potencial comprador de imóveis. O programa foi lançado em um período que o mercado precisa muito de aquecimento e de fato contribuiu para os números não despencarem. Nesse momento era mais fácil viabilizar a conta, já atualmente está muito difícil encontrarmos terrenos que se encaixem no programa, atraia o público e ainda forneça subsídio. Tenho certeza que o Governo fará ajuste para que o programa não caia em desuso. É necessário aumentar o intervalo de renda que tenha direito ao benefício, o número de Municípios atendidos pela maior faixa de imóveis e a verba para projetos para renda familiar de zero a três SM.
B.E: Como você vê a expansão urbana da capital baiana?
D.C: Acredito principalmente em duas vertentes: O crescimento para o litoral norte – Lauro de Freitas e Camaçari – e a revitalização de áreas urbanas degradadas. Quem se especializar nessa segunda terá grandes oportunidades de crescimento. A revitalização precisa estar aliada a uma política de transporte público eficaz, senão a alta concentração de veículos poderá diminuir o interesse do consumidor por essas áreas tradicionais.
B.E: Que regiões da cidade você acha que vão deslanchar no âmbito de novos projetos?
D.C: A região de Pituaçu, Patamares, Orla e Estrada CIA Aeroporto. Acredito muito na recuperação da cidade baixa, desde que o transporte público.
B.E: Seus comentários finais e qualquer consideração que não tenha sido abordada.
D.C: O crescimento do mercado imobiliário reconhecidamente impulsiona a economia em toda a pirâmide social, mas precisamos muito da atuação conciliatória dos poderes municipais, estaduais e federais, defendendo o direito de todos de maneira clara e equilibrada, repulsando as atitudes de grupos radicais com ideias destrutivas. A insegurança jurídica pode afastar os investimentos de nosso Estado, tanto o nacional, o regional como o estrangeiro. Vamos dizer não apenas para as atitudes equivocadas, mas vamos dizer sim para o desenvolvimento saudável e ambientalmente correto.