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Economia
03 de Julho de 2012
Desindustrialização e a inovação

A falta de uma política nacional adequada e integral para a indústria, que adote reformas estruturais, com investimentos em infraestrutura e em inovação tecnológica e empresarial contribui com o atual processo de desindustrialização no Brasil, acarretando sérias consequências para a economia nacional. A evidência desta desaceleração está no baixo desempenho da indústria no ano passado, comparado aos outros setores da economia brasileira no mesmo período.
Em 2012, o crescimento registrado no primeiro bimestre do ano foi de apenas 3%. De acordo com o IBGE, a atual participação da indústria de manufatura na economia brasileira recuou aos níveis de 1956, quando respondia por 13,8% da composição do Produto Interno Bruto (PIB) do país, quando o presidente Juscelino Kubitschek deu impulso à industrialização do país. A maior participação aconteceu em 1985, com um índice igual a 35,88% do PIB. Desde então, esta participação vem declinando, de 29,06% em 1993, caindo para 19,22% em 2004, para 17,03% em 2007 e para 16,23% em 2010.
Esta desindustrialização se confirma ainda pela dificuldade da indústria brasileira nas suas relações de troca com o exterior, identificadas pelo agravamento do déficit tecnológico do País. Um conceito centrado sobre a diferença entre as importações e exportações dos segmentos industriais de média-alta e alta intensidade tecnológica na balança comercial, mais as contas de serviços tecnológicos.