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17 de Setembro de 2010

Desafio: Qualificar a mão de obra

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A Tribuna ouviu o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte/Setre, Nilton Vasconcelos, para saber sobre geração de empregos formais no estado, que vem batendo recordes, e a expectativa de geração de empregos com a realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014. Segundo Vasconcelos, um dos grandes desafios do momento é a qualificação da mão de obra.


Tribuna da Bahia - Quantos empregos formais foram criados?
Nilton Vasconcelos - De janeiro de 2007 a julho de 2010, a Bahia registrou a criação de mais de 240 mil empregos formais. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA, a expectativa é que o estado feche o ano com um saldo de 83 mil novos postos de trabalho. Mas acredito que a meta do IPEA seja ultrapassada. Em seis meses, temos mais de 61 mil empregos formais, o que sinaliza que devemos atingir ou até mesmo superar esses números projetados.


TB - O que significam esses números em relação ao Nordeste?
NV - O estado é líder absoluto na geração de emprego formal, o que mostra um crescimento homogêneo, fruto dos investimentos e do fortalecimento da economia baiana em regiões distintas. Entretanto, um dos maiores desafios para a Bahia se atém à capacidade de qualificação da mão de obra. A criatividade e a produtividade da mão-de-obra baiana são sempre muito elogiadas pelas empresas de grande porte que se instalam na Bahia. No entanto, assim como ocorre com outros trabalhadores brasileiros, o baiano carece de qualificação em algumas áreas estratégicas. Esse assunto tem recebido atenção especial e prioritária, em particular da Setre, que vem realizando uma série de ações de qualificação para os trabalhadores e, também, para os jovens que buscam o primeiro emprego.


TB - Como reverter esse quadro?
NV - Existem programas que buscam solucionar essa questão. Cito o Programa Qualifica Bahia, que responde pela capacitação de 12 mil trabalhadores em 213 municípios. Também cito o Trilha, voltado para jovens com idade entre 16 e 29 anos e que vai atender, até o final de 2010, cerca de 12 mil jovens. Em parceria com o Governo Federal, garantimos a qualificação nestes quatro anos, de mais de 19 mil trabalhadores. O programa Próximo Passo está focado na construção civil e a meta é atender, até dezembro, 2.563 trabalhadores da Região Metropolitana de Salvador, integrantes do programa Bolsa Família. Já o ProJovem Trabalhador, resultado de um convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego, visa atender 10 mil pessoas no estado. Os programas para jovens inclui ainda bolsa no valor R$ 100,00 mensais, durante cinco meses.


TB - Qual a expectativa de geração de empregos com a realização da Copa de 2014?

NV - A Copa de 2014 deve gerar 3,6 milhões de empregos no país. O dado é oriundo de um estudo do Ministério do Trabalho e Emprego, que calcula que somente no setor de serviços sejam gerados mais de um milhão de empregos no setor. A Bahia está vivendo um momento de muita expectativa na geração de novos empregos, tanto pelos bons índices econômicos como pela realização de grandes eventos esportivos nos próximos anos. A construção da Arena Fonte Nova, que abrigará os jogos da Copa do Mundo de 2014 e do futebol masculino e feminino das Olimpíadas Rio 2016, deve absorver, no ápice da obra, cerca de 1.700 trabalhadores. Além do equipamento esportivo, já em fase de demolição, outras obras públicas deverão gerar postos de trabalho temporário no estado, especialmente na capital baiana. São obras de implantação de um novo complexo viário e de requalificação da rede hoteleira para atender ao incremento do turismo provocado por esses dois grandes eventos esportivos.


TB - Qual é o maior desafio na sua gestão?
NV - O processo que culminou na escolha de Salvador como cidade-sede da Copa de 2014 foi um grande desafio. Cito também toda a articulação política para garantir o nome do nosso estado na lista da Fifa. Trabalhamos no desenvolvimento do projeto de uma arena esportiva que atendesse às demandas da Fifa para um jogo dessa natureza. Decidiu-se pela reconstrução da Fonte Nova, e com esse projeto conquistamos os jogos da Copa e também que Salvador seja uma das quatro cidades brasileiras que sediarão jogos de futebol das Olimpíadas de 2016. O legado dessa conquistas em infraestrutura e mesmo esportivo que estamos construindo será percebido a partir de 2014.