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Economia
21 de Dezembro de 2011
Criação de emprego formal cai 69%

Em novembro deste ano o número de contratações formais superou em 42.735 as demissões ocorridas no período, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este é o pior resultado para o mês de novembro, desde 2008, quando o saldo líquido ficou negativo em 40.821. Na comparação com igual mês de 2010, quando foram criados 138.247 empregos, houve uma queda de 69%. Ante o mês anterior, ocorreu um pequeno aumento de 0,39% no estoque de assalariados com carteira assinada. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta que as contratações em novembro foram de 1.620.422, enquanto as demissões somaram 1.577.687, ambos os maiores para o mês de novembro. Ainda segundo os dados do Caged, no acumulado de 2011 os empregos gerados entre janeiro e novembro atingiram 2.320.753, o que representa um crescimento de 6,46% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2010. O resultado deste período foi o segundo melhor na série do Caged entre os anos de 2003 e 2011, atrás apenas do resultado de 2010, quando foram gerados 2.918.549 empregos formais. No acumulado dos últimos 12 meses, a geração de empregos com carteira assinada atingiu 1.900.571.
Desaceleração - O economista do Banco Cooperativo Sicredi Pedro Ramos disse ontem que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que os efeitos da desaceleração foram generalizados entre os setores econômicos. Segundo ele, a construção civil e a indústria ajudaram a puxar os números de novembro para baixo, mas os demais setores também estão gerando menos vagas. A projeção do Sicredi era de uma criação de 85 mil vagas no mês de novembro. “Esse resultado não pode ser explicado por um ou outro setor especificamente. Toda a conjuntura vem caminhando para uma geração menor de vagas”, afirmou. Segundo cálculos do Sicredi, em termos dessazonalizados, novembro registrou saldo positivo de 76 mil postos - inferior aos cerca de 90 mil postos criados em setembro e outubro e à média de 110 mil, nos demais meses do ano. “Caminhávamos para um patamar mais baixo de criação de empregos, mas o processo de desaceleração do mercado de trabalho foi bem mais rápido do que esperávamos, em apenas três meses”, afirmou.