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Economia
14 de Fevereiro de 2011
Crédito imobiliário cresce 61,4%

A Caixa Econômica Federal informou que o número de contratações de financiamento imobiliário cresceu 61,4% em 2010, para R$ 75,92 bilhões. O montante eqüivale a 1,231 milhão de moradias. Desse total, 660.980 unidades são referentes ao programa Minha Casa, Minha Vida. Incluindo arrendamentos e repasses o volume de crédito concedido subiria para R$ 77,8 bilhões. Do total contratado em 2010 pela instituição, 58% foram destinados para famílias com renda até 10 salários mínimos, sendo que 26% ficaram concentrados na faixa de renda até três salários.
Por região, o número de contratações cresceu 55,9% na Região Sudeste, para R$ 36,23 bilhões. No Nordeste foi registrado avanço de 75,7%, para R$ 15,32 bilhões, enquanto que na Região Sul foi apurada expansão de 52,4%, para R$ 13,56 bilhões. Já o Centro-Oeste registrou alta de 55,7% nas contratações no período, para R$ 7,54 bilhões. Apesar do baixo volume em relação ao resto do País, a Região Norte informou alta de 141,6% nas contratações em 2010, para R$ 3,28 bilhões.
Somente no quarto trimestre, a instituição obteve aumento de 23% no financiamento imobiliário contratado em relação a igual período do ano anterior, para R$ 21,96 bilhões. Em número de contratos foi apurado avanço de 7% no mesmo intervalo, para 343.698 moradias.
Conforme a Caixa, o valor da cota de financiamento médio passou de 70% em 2009 para 72% no ano passado. Em contratos realizados pelo FGTS, a parcela financiada aumentou de 72% para 73%, enquanto os que utilizam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) subiu de 66% para 68%.
Em reais, o valor médio do financiamento subiu de R$ 73,4 mil em 2009 para R$ 81,2 mil no ano passado. Nos contratos com recursos do FGTS esse valor aumentou de R$ 51,1 mil para R$ 57,9 mil no mesmo intervalo, ao passo que os que utilizam recursos do SBPE passou de R$ 111,3 mil paraR$ 125,2 mil.
MINHA CASA, MINHA VIDA. Desde o seu lançamento, em 2009, o total de operações dentro do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, incluindo subsídios e financiamentos, somou R$ 51,31 bilhões. O valor refere-se à contratação de 1.005.028 unidades. Apenas em 2010 foram R$ 37,4 bilhões destinados ao programa, beneficiando 639.983 famílias.
Das unidades financiadas no ano passado, desconsiderados os consórcios, repasses e o programa Pró-moradia, 59% foram destinadas a pessoas na faixa até seis salários mínimos - onde se encontra o maior déficit habitacional.
Recentemente, o governo aprovou o aumento do limite operacional para valores de imóveis contemplados pelo programa, que passou de R$130 mil para R$170 mil.
A carteira habitacional da Caixa cresceu 53,6% em 2010, com volume recorde de R$ 108,3 bilhões. No período, o volume de contratações de crédito para a compra de moradias registrou alta de 57,2%, somando R$ 77,8 bilhões, incluindo arrendamentos e repasses, novo recorde histórico.
Do valor total de financiamentos, R$ 27,7 bilhões foram realizados com recursos da poupança (SBPE), responsáveis por 203.931 unidades habitacionais, e R$ 31 bilhões com linhas do FGTS, com 389.675 moradias. Outros R$ 6,3 bilhões foram destinados para subsídios e R$ 10,7 bilhões para arrendamentos residenciais.
No estado de São Paulo, foram financiados 256.418 contratos em 2010, no valor de R$ 19,6 bilhões. No péríodo, as linhas de crédito com recursos do FGTS somaram R$ 8,6 bilhões, com 93.011 contratações. Para as operações de SPBE, o volume foi de R$ 8,3 bilhões, beneficiando 62.934 famílias.
Do total de contratações dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, 574.874 mil unidades (57%) estão concentradas em famílias com até três salários, informou o vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Marcos Vasconcelos.
Ao comentar os resultados e metas do programa, o executivo revelou que a instituição espera entregar 429.713 mil unidades este ano, e 199.421 em 2012.