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Notícias



Setor da Construção


01 de Abril de 2011

Corte de gastos emperra programa

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Apesar dos aumentos nos custos da construção, as empresas que tocam projetos do Programa Minha Casa, Minha Vida para o público de 0 a 3 salários mínimos estão há dois anos recebendo o mesmo valor por unidade construída. “Com os R$46 mil pagos pelo governo está difícil equilibrar os nossos custos”, avalia o presidente do Sindicato da Indústria da Construção (SINDUSCON-BA), Carlos Alberto Vieira Lima. Apesar do corte de 10% no orçamento de R$50 bilhões previsto para a segunda etapa do programa, o dirigente torce para que o reajuste saia ainda este ano, no segundo semestre. “No primeiro semestre não tem mais jeito, estamos tocando obras da primeira etapa do projeto”, diz.

Em relação à segunda etapa do programa, ele diz que o cenário na indústria é de completa indefinição. “Nós não sabemos nem o valor que será pago, nem a quantidade de unidades habitacionais que serão destinadas à Bahia”, lamenta. Sem o reajuste, o mercado começa a comparar o atual programa habitacional do governo para a população de baixa renda ao Programa de Arrendamento Residencial (PAR), que foi deixando de ser atrativo até praticamente desaparecer.

“O sucesso da primeira etapa do Minha Casa se deu porque o valor estabelecido para o projeto foi compatível com o que as pessoas esperavam”, destaca o presidente do SINDUSCON-BA. De acordo com a assessoria da Caixa Econômica Federal (CEF) os primeiros contratos do Minha Casa, Minha Vida 2 devem ser assinados no próximo Feirão. O evento vai acontecer entre os dias 13 a 15 de maio.