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29 de Junho de 2012

Construção Sustentável é defendida durante Enic

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O Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) não trouxe apenas oportunidade de crescimento para o setor da Construção Civil e de acesso à moradia no Brasil. Com ele surgiu, também, um desafio: construir mais sem agredir o meio ambiente. Esta foi a principal questão discutida na Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, na tarde de ontem (28), durante o 84º Enic. Os debatedores defenderam ações emergenciais que busquem soluções construtivas mais sustentáveis que os métodos tradicionalmente utilizados para a aplicação dos novos conceitos, também, em moradias de interesse social.

Na reunião, foram defendidas soluções confiáveis quanto à concepção das habitações e o uso racional das moradias. Para o professor do departamento de construção civil da Universidade de São Paulo, Vanderley John, a construção sustentável precisa ser economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente admissível. Segundo ele, é preciso entender que as inovações precisam ser concebidas, levando-se em conta a sua utilização e manutenção pelas pessoas que vão utilizá-las. “Não dá para inventar algo cuja manutenção seja onerosa e complexa”, afirmou.

O professor do departamento de Engenharia Civil da Universidade de Santa Catarina, Roberto Lamberts, que também participou da plenária, defendeu a modernização das técnicas construtivas e a educação da sociedade quanto à importância da preservação dos recursos naturais. Para ele, a construção civil perde em eficiência, pois a maior parte do processo ainda é artesanal, o que exige uma mão de obra mais especializada e cada vez mais escassa. Ele afirmou que muitas empresas erram quando constroem habitações sem ouvir a opinião dos potenciais moradores. “Hoje as pessoas estão mais preocupadas com a preservação do meio ambiente. E a maioria quer construções que levem à economia dos recursos naturais e aproveitamento do que a natureza oferece gratuitamente”, disse. O auditório da plenária esteve lotado, o que demonstra o aumento do interesse dos empresários da construção civil sobre o tema. Matéria: Ciro Nolasco – Sinduscon-MA/Enic