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Notícias



Setor da Construção

24 de Maio de 2010

Construção recupera parte das perdas na Bolsa

As ações das empresas do setor de construção civil tiveram uma semana de fortes emoções na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa). Correu pelas mesas de operações a informação de que o megainvestidor Sam Zell estaria de volta às compras, com recursos de US$ 500 milhões de seu fundo de investimentos, o Equity International, o que levou as cotações às alturas.

Na sexta-feira, as ações de algumas dessas companhias estiveram entre as maiores altas durante todo o dia. Ao final do pregão, em que o Ibovespa subiu 3,55%, os títulos ON da Gafisa tiveram um salto de 7,21%, a quinta maior alta do índice referencial da Bolsa brasileira. Na quinta-feira, dia 20, enquanto a Bolsa recuou 2,51%, as ações das construtoras já havia demonstrando uma boa performance. As seis maiores altas do Ibovespa foram de papéis do setor, como MRV, que subiu 7,68%, e Cyrela, com 5,93%.

O fundo de investimentos do norte-americano Zell comunicou ao mercado a venda de uma parcela de suas ações da Gafisa no dia 13 de maio. Mesmo assim, ainda continua a deter 7,18% do capital da empresa. Segundo Kleber Hernandez, analista da corretora Spinelli, com a venda, tanto os papéis da Gafisa como de todo o setor caiu. “Houve um efeito manada. Num segundo momento, com notícias positivas, as ações voltaram a subir.”

Volta às compras?

O motivo, diz ele, seriam os comentários de que Zell estaria de volta à ponta de compra do mercado brasileiro. De qualquer forma, Hernandez afirma que setores que dependem da economia interna, como o de construção, estão protegidos da crise que assola os países europeus. “O cenário é extremamente favorável para o consumo interno”, avalia.

O analista lembra também que as ações das companhias foram penalizadas por conta do temor de que alta das taxas de juros, impulsionada pelo aumento da Selic, inibiriam os negócios das construtoras e também pelo fato de que algumas empresas que trabalham com imóveis mais sofisticados não teriam como se beneficiar do programa federal de subsídios à moradia Minha Casa, Minha Vida.