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Setor da Construção


03 de Novembro de 2010

Construção elevará o consumo de cobre

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A demanda por cobre para a produção de fios e cabos deve crescer 39% até 2016 no Brasil, podendo atingir 295 mil toneladas do metal por ano ao final do período. Além do boom da construção civil, a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos aquecerá o setor. A previsão é do Sindicel (Sindicato dos Condutores Elétricos e Laminação de Metais Não Ferrosos) e da Associação Brasileira do Cobre. 


Segundo o presidente do Sindicel, Sérgio Aredes, 80 mil toneladas serão demandadas a mais nos próximos seis anos no país. Em 2010, a produção de fios e cabos deve consumir 212 mil toneladas de cobre. No ano passado, foram 199 mil toneladas. "A construção civil será o grande destaque, com aumento de 30% na demanda nesse período", afirma. De acordo com o levantamento, o setor, sozinho, precisará de 130 mil toneladas, ou 44% da demanda total.


A indústria de eletroeletrônicos deve apresentar a segunda maior demanda por fios e cabos de cobre, com alta de 34%, reflexo do aumento da renda e da classe C. O setor de energia manterá sua participação na demanda por fios e cabos de cobre, com a procura de 31 mil toneladas e participação de 10%. Além da tradicional demanda das distribuidoras, o segmento de petróleo e gás também deve ter papel importante no aumento da demanda. "Em 2016, o pré-sal já tem de estar andando e isso demandará obras de todos os tipos", lembra Aredes.


OFERTA


O aumento da demanda projetado para os próximos anos encontrará um significativo aumento da produção brasileira de cobre, evitando maiores importações.


"Vamos atingir o pico de produção de 470 mil toneladas de cobre em 2014", afirma Marcelo Tunes, diretor do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração). Em 2009, o Brasil produziu entre 220 mil e 230 mil toneladas de cobre concentrado, segundo ele.


A oferta adicional virá, basicamente, do projeto Salobo, da Vale, no Pará, com capacidade de produção de 520 mil toneladas de concentrado de cobre. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2011.


"Mas há outras áreas em início de produção, como o projeto Vale Verde, em Alagoas, e o da Yamana, em Goiás, além de prospecções em fase inicial", diz Tunes.