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Setor da Construção


06 de Junho de 2012

Construção civil precisa puxar a mudança

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Construção civil é uma das atividades de maior pegada ecológica. Por isso mesmo, pretende liderar a mudança para a economia verde. O setor gera um terço da emissão mundial de gases de efeito estufa. Claro, isso porque usa produtos e insumos responsáveis por emissões altas, como cimento e aço. "O setor é crítico porque é a convergência de muitas atividades com impactos ambientais significativos", explica Arab Hoballah, chefe de Consumo e Produção Sustentáveis do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

No Brasil, a siderurgia responde por 35% das emissões de carbono da indústria, enquanto o cimento responde por 19%. Some-se a isso o consumo de diesel no transporte dos materiais até os canteiros de obras. "A construção tem potencial para liderar as transformações em direção à maior eficiência e à economia verde, capaz de criar muitos empregos", crê Hoballah. No Brasil, então, onde empreendimentos sustentáveis representam 1% do mercado, o potencial é enorme nos Estados Unidos, esse nicho representa 9% do total.

O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável levará à Rio+20 a proposta de criação de um painel internacional com empresas, governos, academia e ONGs para definir uma ferramenta capaz de agilizar a avaliação do ciclo de vida de produtos e serviços usados no setor. A ferramenta (Plataforma Global de Avaliação do Ciclo de Vida Simplificado para Construção Sustentável) pretende universalizar dados sobre impactos ambientais de itens usados em obras.