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Setor da Construção
17 de Dezembro de 2010
Construção civil deve avançar 11%

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil, que cresceu 13,6% entre janeiro e setembro deste ano, deve avançar 11% no acumulado de 2010, o que representará, se confirmado, o melhor resultado em 24 anos. Para 2011, a estimativa da entidade é que o PIB do setor cresça 6%. “Estamos voltando para uma certa normalidade. Temos gargalos claros. O maior deles é a falta de mão de obra. A velocidade de oferta de mão de obra está menor do que a demanda”, disse Paulo Safady Simão, presidente da CBIC.
Neste ano, até setembro, o setor contratou 340 mil trabalhadores. De acordo com números da CBIC, a indústria de materiais de construção, que conta com redução de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns produtos, opera com 87% de sua capacidade instalada (parque fabril). Segundo a entidade, esses números mostram que o setor está em seu melhor momento em décadas. Sobre os cortes no orçamento de 2011, que estão sendo debatidos no Congresso Nacional neste momento, Safady Simão disse que não acredita em bloqueio de recursos para as obras do Minha Casa, Minha Vida, programa habitacional do governo que conta com subsídios para a população de renda mais baixa.
“A nossa expectativa é de que não haja nenhum corte no Minha Casa, Minha Vida. Com relação ao Programa de Aceleração do Crescimento [que contempla obras de infraestrutura no país], poderá haver priorização de obras. Novos projetos podem ser adiados”, disse o presidente da CBIC. Ele defendeu, ainda, o início de um novo programa para organizar as obras de saneamento no país. “É uma grande vergonha os números que o Brasil exibe no saneamento básico.
BAHIA - A Bahia conta com 2.234 empresas no segmento da construção civil e afins, que equivalem a 3,9% do total existente no Brasil e a 23% do Nordeste. É o 7º estado no ranking de empresas ativas de construção.
De total, quase 80% das empresas baianas do segmento possuem até 30 funcionários, de acordo com dados do IBGE trabalhados pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia. Com participação de 9,5% no PIB estadual, a construção empregava em 2008 quase 84 mil trabalhadores.