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Setor da Construção
17 de Janeiro de 2011
Construção civil comemora o melhor ano das últimas décadas

A construção civil no Brasil viveu em 2010 o melhor ano de sua história. Os dados são de balanço divulgado no final do ano passado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic). De acordo ainda com o balanço da instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção civil deve crescer 11% em 2010, acima da previsão feita pela entidade no início do ano de crescimento de 9%. O resultado é considerado o melhor dos últimos 24 anos. Segundo o relatório da Cbic, a opção de utilizar a construção civil para "alavancar o desenvolvimento tem importante destaque do ponto de vista socioeconômico, no enfrentamento do déficit habitacional e na superação dos gargalos na infraestrutura".
Em 2010 o setor gerou 340 mil empregos formais em todo o país só nos primeiros dez meses do ano. O número de trabalhadores com carteira assinada atingiu nível recorde. "Mais de 2,6 milhões, de acordo com a série histórica dos dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), iniciada em 1992", informou o relatório. Outro destaque foi o crédito imobiliário em expansão que, só com recursos da caderneta de poupança, pode ultrapassar R$ 50 bilhões. O presidente da Cbic, Paulo Safady Simão, destacou os estímulos do governo para o programa Minha Casa, Minha Vida. "Nós fechamos o ano com 900 mil unidades contratadas em execução. E o ex-presidente (Lula) anunciou mais 2 milhões (de unidades habitacionais). Não é à toa o nosso otimismo".
A indústria da construção civil, com nível de utilização da capacidade instalada em 87%, também se comportou bem no ano passado. Entre os desafios que o setor precisa enfrentar, porém, foram destacadas a necessidade de aumento dos investimentos em inovação e produtividade, a sustentabilidade dos negócios, com a produção de edificações inteligentes e ambientalmente corretas e a escassez e o alto custo de terrenos nos grandes centros urbanos. "Nem tudo são rosas e sabemos que temos gargalos e dificuldades. Mas isso faz parte do dia a dia", enfatizou Paulo Simão.