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Economia


13 de Julho de 2012

CNDL: Governo deve aplicar dinheiro dos juros

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A CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) avalia que a redução da taxa básica de juros (Selic) para 8% ao ano somada a constante diminuição do rendimento da caderneta de poupança devem dar um novo fôlego ao segundo semestre da economia brasileira.

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, a oitava redução seguida da taxa básica de Juros já era prevista com unanimidade pelo mercado, que apostava em uma queda de 0,5 ponto percentual. “Trata-se do menor índice já registrado. Com esta redução, o Brasil passa a ocupar a terceira posição entre os países com os maiores juros”, disse. Ainda segundo ele a queda da Selic é prova de que a redução dos juros não impactou a inflação. “Dessa forma, existe uma expectativa clara de reaquecimento da atividade econômica, apoiada no aumento do crédito e na demanda interna”, avalia.

Por outro lado, a incerteza gerada pela crise internacional e pelo comprometimento de renda dos brasileiros retarda o impacto das reduções propostas pelo Banco Central (BC) no investimento e no consumo. “Historicamente na Economia, é natural que essas mudanças demorem entre 90 e 120 dias para que comecem a fazer efeitos”, afirmou o presidente da CNDL. A previsão de crescimento tem sido constantemente revisada. O BC reduziu de 3,5% para 2,5% a expectativa de alta do PIB. Para Roque, o governo poderia investir o que deixou de pagar em juros, em infraestrutura.