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06 de Outubro de 2010

Classe C mira em casa própria e carro

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Quase 40% da população de classe C no país pretende comprar um imóvel nos próximos meses, segundo o estudo “Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos Diferentes”, divulgado pelo Ibope. São cerca de 37 milhões de pessoas, entre os quase 100 milhões de indivíduos que fazem parte dessa fatia da sociedade.


Outros cerca de 9,5% pretendem ainda comprar um automóvel nos próximos 12 meses, novo ou usado. “Esse é um mercado cuja demanda reprimida é altíssima, capaz de fazer crescer consistentemente a indústria automobilística por um bom tempo”, de acordo com a apresentação do estudo do Ibope. O instituto entrevistou cerca de 20 mil pessoas com um questionário composto por aproximadamente 1.000 perguntas.


A pesquisa aponta ainda que mais da metade da população da classe C gostaria de guardar dinheiro, mas considera isso difícil. O Ibope mostra ainda que 39% declararam não saber nada sobre investimentos e finanças, enquanto 61% não gostam de ter dívidas. “Entretanto, uma parcela acima da média nacional afirma ter tendência a gastar dinheiro sem pensar”, segundo o Ibope.


Um novo consumidor
O estudo ainda apontou que a nova classe média tem maioria jovem, negra e que sofre menos de problemas de excesso de peso que as classes mais ricas, segundo o Ibope. “A nova classe C é predominantemente jovem, composta em sua maioria por afrodescendentes”, informa comunicado do Ibope. Em Salvador, por exemplo, 41% das pessoas que fazem parte dessa faixa da população são negros e, em Brasília, 22%.


A população da classe C tem menos problemas com o peso em comparação com os mais ricos, segundo o Ibope, “decorrência direta de menos excessos na alimentação, somado a mais mobilidade física rotineira”, diz a pesquisa. Apenas 27% da classe C1 estão acima do peso, contra 31% da AB1.


O levantamento do Ibope foi feito com base nas informações do Target Group Index, estudo do Ibope que analisa mais de 200 categorias de produtos junto a uma amostra de cerca de 20 mil indivíduos entre 12 a 64 anos nas principais regiões metropolitanas do Brasil. De acordo com o instituto, a amostra representa quase metade da população dentro da faixa etária pesquisada. Dos membros da classe C, 32 milhões têm idade entre 12 e 64 anos nas principais regiões metropolitanas de todo o país.


“O homem dessa categoria tende a viver menos e as mulheres exercem mais responsabilidade sobre a família, têm mais autonomia socioeconômica e, consequentemente, de consumo”, diz Dora Câmara, responsável pela pesquisa. Na classe AB, segundo o Ibope, 25% das mulheres são chefes de família. Na classe C, são 32%.