Faça o login e acesse o conteúdo restrito.

Notícias



Setor da Construção


02 de Agosto de 2011

Casas desocupadas na capital superam déficit de moradias

20210315011749_604ea7ad9df1f.jpg

Os dados mais recentes disponíveis sobre habitação em Salvador revelam um déficit habitacional de 52.570 moradias na capital. A prefeitura poderia sanar até 15,2% da carência (oito mil unidades), caso aplicasse o Artigo 1.276 do Código Civil no Centro Antigo da cidade. O capítulo sobre ocupação urbana e habitação, que integra o Plano de Requalificação Participativo da área, aponta a existência de 16 mil propriedades na região, das quais 1,1 mil (7%) estão abandonadas. São ruínas, prédios fechados e terrenos baldios com potencial para absorver oito mil novas moradias. O último Censo do IBGE, de 2010, mostra que em Salvador existem 101,2 mil domicílios não ocupados – 23,3 mil de uso ocasional (casas de veraneio, por exemplo) e 77,9 mil vazios.
Os últimos extrapolam em 25,4 mil unidades as 52,5 mil moradias necessárias para sanar o déficit habitacional. Na última década, o número de domicílios de uso ocasional cresceu 49,3%, 15,6 mil para 23,3 mil. Para a diretora-presidente da Sociedade Brasileira de Urbanismo (SBU), Glória Figueiredo, isso revela “uma forte retenção especulativa de imóveis na cidade”. Em dissertação de mestrado, de maio deste ano, sobre ocupação imobiliária na capital, Glória mostra que, entre 2001 e 2009, a prefeitura aprovou empreendimentos, num total de 25 milhões de m² em terrenos. (Matéria: A Tarde, 02.08.11)