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Economia


05 de Julho de 2010

Capacidade produtiva é o principal motivador de investimentos, diz FGV

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A ampliação da capacidade produtiva é o principal motivador de investimentos neste ano, apontado por 40% das empresas consultadas pela Sondagem de Investimentos da Indústria, divulgada nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Já em 2009, o principal motivo para a realização de investimentos em capital fixo foi o aumento da eficiência produtiva, citado por 32% das empresas.

O percentual de 2010 é o segundo maior indicado desde que a série foi iniciada, em 1998. Ele é inferior apenas aos 50% apurados em abril-maio de 2008. O aumento da frequência de empresas indicando esta motivação para a realização de investimentos está geralmente associada às boas perspectivas de crescimento do setor industrial, destaca a FGV.

O segundo motivo apontado para a realização de investimentos produtivos em 2010 é o aumento da eficiência, indicado por 28% das empresas. Já o fator substituição de máquinas ou equipamentos registrou a maior freqüência da série histórica (18%). A proporção de companhias que afirmam estar sem programa de investimento neste ano é de 14%, o menor percentual da série, empatado com os valores registrados em 2007 e 2008.

A sondagem foi realizada entre os meses de abril e maio de 2010 e consultou as empresas industriais a respeito de dois assuntos relacionados aos investimentos em capital fixo: sobre os fatores limitadores de investimentos neste ano e sobre qual o principal motivo para os investimentos realizados em 2009 e previstos para 2010.

2009


Pela primeira vez a FGV levantou a motivação dos empresários referente aos gastos realizados no ano anterior. Até 2009, as empresas vinham informando somente a tendência prevista apenas para o ano corrente.
Em 2009, o principal motivo para a realização de investimentos em capital fixo foi o aumento da eficiência produtiva, citado por 32% das empresas.

O segundo motivador dos investimentos apontada foi a expansão da capacidade de produção, indicada por 29% das empresas e a substituição de máquinas e equipamentos, por 21% das empresas; 18% das empresas informaram que não tinham programa de investimentos no ano passado.

 

Entraves


A percepção das empresas industriais em relação ao ambiente para a realização de investimentos modificou-se bastante em 2010 em relação ao ano passado. Entre 2009 e 2010, o percentual de empresas que afirmam encontrar dificuldades para realizar investimentos em capital fixo reduziu-se de 87% para 33%. Entre as empresas que percebem entraves à realização de investimentos, o fator mais lembrado foi a limitação de recursos próprios, mencionado por 42% das empresas, um salto de 7 pontos percentuais em relação ao ano passado e a maior proporção da série histórica iniciada em 2004.


Embora tenha sido indicado por 26% dos consultados, o fator carga tributária registrou o menor percentual da série histórica como entrave aos investimentos. O custo de financiamento também foi apontado por 26% das empresas, proporção inferior aos 28% do ano passado. As limitações de investimento relativas à demanda, foi indicado apenas por 20% neste ano, ante, os 50% apontados em 2009. Este resultado representa o segundo menor percentual da série (18% em 2008). As citações à limitação de crédito como um fator limitativo aos investimentos também diminuíram em relação a 2009, de 28% para 25% das empresas.