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23 de Agosto de 2012

Benefício para indústria tem efeito restrito nas vendas externas

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O Reintegra, benefício do plano Brasil Maior que garante crédito tributário de 3% sobre a receita de exportação, não conseguiu inverter o sinal negativo no volume de exportação do total de manufaturados durante os primeiros meses de vigência da medida. No acumulado até julho, o volume exportado de manufaturados teve queda de 3,1%. Em julho o desempenho foi melhor, com estabilidade em relação ao mesmo mês do ano passado - 0,1% de crescimento - e elevação de 8,1% na comparação com o mês anterior.

De acordo com o economista da Fundação Centro de Estudo do Comércio Exterior (Funcex), Rodrigo Branco, os incentivos à exportação reduziram os custos das indústrias, mas ainda esbarram numa demanda contida do mercado internacional. "Além disso, o comércio com a Argentina foi prejudicado pelas barreiras do país vizinho, que é grande destino de manufaturados."

Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a exportação de manufaturados brasileiros aos argentinos caiu, em valores, 17% de janeiro a julho, na comparação com os mesmos meses de 2011. No mesmo período a exportação total de manufaturados brasileiros teve, em valores, queda de 0,68%. A Argentina é o terceiro destino de exportação do Brasil e 89,9% do valor vendido ao país vizinho são manufaturados.

Welber Barral, da Barral M Jorge Consultores, acredita que o curto período de tempo previsto para o Reintegra – que deve acabar em dezembro - limita seus efeitos sobre a exportação. A recuperação de mercados, diz, demanda esforço e investimentos. "Sem segurança suficiente sobre a manutenção do incentivo, as empresas ficam desestimuladas. A abertura ou recuperação de mercados no exterior requer prazo longo."