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Setor da Construção
28 de Março de 2012
Atraso em licitações pode reduzir obras de manutenção em rodovias federais

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e as empreiteiras responsáveis por obras rodoviárias entraram em rota de colisão. A autarquia tenta destravar um programa de R$ 16 bilhões em obras nas estradas federais. As empresas garantem que a malha de rodovias cobertas por contratos mais amplos de manutenção poderá cair de 15.104 quilômetros para 1.316 quilômetros até dezembro, espalhando uma situação de crise no setor.
"Na verdade, já estamos em crise", afirma o presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor), José Alberto Pereira Ribeiro. "Em toda reunião com nossos associados recebemos relatos de diminuição do quadro de pessoal em pelo menos 5%", diz o executivo. Em tese, os contratos mais recentes de manutenção - que englobam restauração e conservação das estradas - tinham dois anos de duração e deveriam dar lugar a outros de até cinco anos, à medida que fossem vencendo, a partir de 2012. Na prática, porém, a substituição esbarrou em dois problemas: a determinação de ajustes pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nas novas licitações e a crise política que atingiu o Ministério dos Transportes em meados do ano passado.