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Economia

30 de Abril de 2010

Atividade da indústria deve desacelerar no 2º trimestre, aponta FGV

A atividade da indústria brasileira deve registrar desaceleração no segundo trimestre deste ano, aponta o Índice de Confiança do Consumidor, calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). O ICI caiu 1% em abril, para 115,3 pontos, puxado por uma redução nas previsões futuras dos empresários. Para Aloisio Campelo, coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, a redução no Índice de Expectativas --de 115,7 pontos para 110,5-- está associada à perspectiva de aumento de juros na economia (a pesquisa foi realizada antes da decisão do Banco Central de subir a Selic em 0,75 ponto percentual) e ao fim do benefício fiscal à indústria de bens duráveis. "A queda pode estar ligada ao fato de a atividade já ter melhorado muito, associado à expectativa do aumento de juros, que pode gerar desaceleração", afirmou.


Entre os três indicadores que apontam as perspectivas da indústria, a produção prevista para o próximo trimestre foi o que sofreu a maior queda, de 137,2 pontos em março para 126,2 neste mês (-8,7%). As previsões para o emprego e para a situação futura dos negócios tiveram quedas leves, mantendo-se em níveis bem acima da média histórica.
"O emprego e a situação ainda estão bons, o que mostra que essa desaceleração não deve ser nem tão forte, nem tão duradoura", disse Campelo. "O cenário embute alguma expectativa de desaquecimento, mas ainda com bastante otimismo."


Situação atual


Os indicadores que dizem respeito à situação atual da indústria, porém, apontam para atividade forte neste mês. O Índice da Situação Atual ficou em 120 pontos no mês, pouco abaixo da máxima da série histórica, de 121,3, em dezembro de 2007. Entre os três indicadores que compõem o índice, o destaque ficou para a situação atual dos negócios, em 136,2 pontos, o maior nível da série, iniciada em 1995. "Abril foi um mês bastante forte para a indústria brasileira", afirmou o economista da FGV.