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Setor da Construção
14 de Dezembro de 2010
América Latina é um dos destinos mais promissores para contratações nos próximos anos -7 tendências

Em meio aos últimos suspiros do burburinho da Copa do Mundo de 2014 e do início da maratona para deixar tudo pronto para as Olimpíadas de 2016, o ano de 2015 colocará o Brasil no centro das atenções dos negócios globais – e, até lá, esse fato transformará a lógica das empresas com operação no Brasil. Os países latino-americanos ficam atrás apenas de China e Índia que detém, respectivamente, 40% e 29% das intenções de aumento de recrutamento até 2013. A avalanche de novas oportunidades para a América Latina, em especial Brasil, não exigirá apenas pessoas com uma qualificação excepcional. Os profissionais devem estar preparados para um mercado mais interdependente e dinâmico, baseado em relações de cooperação. Com base nas demandas dos executivos ouvidos pela IBM, EXAME.com mapeou os 7 cenários possíveis para os próximos cinco anos e quais habilidades você precisa desenvolver para se encaixar nas novas necessidades:
1. Babel corporativa: A falta de profissionais com qualificação suficiente tem deixado muitos profetas da economia com o cabelo em pé. Diante da expansão dos negócios nos próximos anos, a tendência é que esta questão ganhe contornos mais nítidos. Para sanar essa lacuna, as empresas vão caçar bons profissionais em outros países.
2. O Y e o Z da questão: A disputa das gerações também é um ponto de peso para a transformação da lógica interna das empresas. Nos últimos meses, essa ascensão meteórica da geração Y (formada pelos nascidos a partir dos anos 80) levou as companhias a reverem uma porção de práticas internas desde métodos de avaliação até políticas de retenção de talentos.
3. Em 140 caracteres: A lógica do Twitter, marcada por uma comunicação ágil e objetiva, será a base das relações nos próximos anos. De acordo com uma pesquisa recente da instituição americana National Association of Colleges and Employers, o item boas “habilidades comunicativas” é o aspecto mais valorizado pelos recrutadores dos Estados Unidos.
4. A filosofia de creative commons: A ordem agora é “capitalizar o conhecimento coletivo” ou estimular a cooperação entre os funcionários de uma mesma empresa – e não mais a competição. Uma vez que a inovação é um ponto essencial para que as empresas cresçam no contexto econômico dos próximos anos, a demanda por pessoas que sejam capazes de multiplicar conhecimento e trabalhar de maneira colaborativa será fundamental.
5. Espírito (quase) camaleônico: Criatividade: profissionais devem criar novas estratégias de trabalho. Para encarar as exigências do mercado nos próximos anos, os brasileiros precisarão investir em uma postura mais flexível frente as mudanças. Os desafios também terão novos rumos. E os profissionais devem estar prontos para se adaptar aos novos (e, talvez, efêmeros) cenários.
6. Para além dos muros da caixa: Para equilibrar todas as demandas anteriores, será preciso fugir do senso e das práticas comuns. Essa valorização da criatividade faz todo, afinal, como conseguir criar um ambiente de trabalho colaborativo entre pessoas de nacionalidades e gerações diferentes, em um universo de negócios dinâmicos?
7. Líder – mesmo sem ser gestor: “Temos administradores fortes, porém não líderes – e nós precisamos de líderes fortes para alcançar nossos objetivos estratégicos”. A frase proferida por um dos executivos ouvidos pela pesquisa da IBM retrata bem a essência do profissional que será procurado pelas empresas nos próximos anos. Para se movimentar nesse cenário, não basta ter uma sólida formação. É preciso ter espírito de liderança.