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Setor da Construção


24 de Novembro de 2010

Ações devem ser perenes

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Por Paulo Safady Simão, presidente da CBIC e membro do CDES da Presidência da República
A construção civil reconquistou, em 2010, sua posição de destaque no contexto da economia nacional. Devemos registrar, segundo estimativas oficiais, crescimento superior a 12% (maior que o crescimento do PIB projetado pelo Banco Central, de 7,3%). Voltamos a exercer o papel de destaque na geração de empregos e investimentos e fomos atores importantes para o desempenho do país na superação da crise financeira mundial.


Entre os motivos para esse bom momento, destacamos: a estabilidade vivida pela economia, com a inflação controlada, regras de mercado mais seguras e transparentes; a retomada vigorosa dos investimentos na área de habitação, com destaque para o Programa Minha Casa, Minha Vida e o PAC. A combinação destes fatores tem sido responsável pelo aquecimento do mercado e pelos números recordes de admissões. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (Caged) confirmam a boa fase do setor. Devemos terminar o ano com aproximadamente 400 mil novas admissões. Atualmente, o setor emprega 2.574.204 trabalhadores com carteira assinada em todo o país.


As expectativas são ainda mais promissoras para os próximos anos, quando o setor deve receber o impulso decorrente das obras para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016. Há previsões de que o volume de investimentos chegue a R$ 130 bilhões.


É neste contexto que os empresários de toda a cadeia produtiva da construção saúdam a presidente eleita, Dilma Rousseff, na certeza de que seu governo será capaz de consolidar e aprimorar os programas lançados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E mais, que reforce também o diálogo e a parceria que se instalaram neste período, parceria que já demonstrou ser o melhor caminho na busca das soluções mais adequadas que procuramos para o nosso país.


Temos consciência de que os nossos desafios ainda são enormes: na educação, ciência e tecnologia; nos diversos segmentos de nossa infraestrutura; no ainda desafiador déficit habitacional; e na demora por implementarmos as reformas estruturantes (política, tributária, previdenciária e trabalhista). Esses são obstáculos que ainda impedem que a economia se desenvolva de maneira saudável e competitiva.


Somente alcançaremos um estágio de desenvolvimento sustentado se estivermos unidos: governo e sociedade. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), juntamente com os parceiros do movimento da UNC- União Nacional da Construção, vão continuar desempenhando seu papel de contribuir coma elaboração de propostas de políticas públicas em setores relacionados à infraestrutura, saneamento e moradia.


Entendemos que esses programas - aliados a investimentos estratégicos em educação e ciência - precisam tornar-se ações perenes. O efetivo enfrentamento dos gargalos ao desenvolvimento devem ser encarados como políticas de Estado e não de governo. Deste modo, o Brasil estará preparado para ocupar o espaço que lhe é reservado no seleto clube das grandes nações que irão definir os rumos do planeta para as próximas décadas.
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Nossos desafios ainda são enormes: na educação, ciência e tecnologia; na infraestrutura e no ainda desafiador déficit habitacional