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17 de Dezembro de 2010
A Bahia e a infraestrutura

Empresários e políticos baianos precisam mudar o discurso que afirma que a Bahia tem uma deficiência crônica na sua infraestrutura, não só porque isso espanta potenciais investidores, como, e, principalmente, porque esta não é a realidade. Pelo contrário, segundo o último Anuário Exame, a Bahia é o sexto melhor estado do país em termos de infraestrutura , a frente do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo e de Pernambuco. A pesquisa, elaborada pela insuspeita Fundação Dom Cabral de Minas Gerais, identifica também uma evolução positiva em termos de ampliação dos investimentos, pois o estado saiu do 7º para o 6º lugar no ranking da infraestrutura brasileira, entre 2009 e 2010.
Na verdade, o forte caráter exportador da nossa indústria fez com que a deficiência num setor especifico, o portuário, levasse alguns a uma generalização inadequada, mas o fato é que a Bahia vai bem no que se refere a dotação de infraestrutura. Os números catalogados pelo Anuário Exame mostram que a Bahia é 3º maior produtor de gás e o 5º maior produtor de petróleo e de biodiesel do país, possui o 5º maior aeroporto, tem a 6ª maior malha de estradas concessionadas e possui a 7ª maior distribuidora de energia elétrica. E, mesmo no âmbito portuário, o Porto de Salvador aparece como o 4º melhor terminal arrendado do país, embora seja urgente a modernização do Porto de Aratu.
A ação do governo Wagner nessa área parece ter deslanchado e pode-se elencar, entre outras, obras como o Gasene, a concessão da BR 324, o sistema BA 093, a Via Expressa e a construção de diversos trechos de estradas e agora a Ferrovia Oeste-Leste.
Mas qual a explicação para que, embora apresente uma das melhores infraestrutura do país, a taxa de investimento seja apenas razoável. Um dos motivos é a própria divulgação de que nossa infraestrutura é deficiente, o que espanta os investidores, o outro é a necessidade de agilizar e ampliar a atual política de atração de investimentos, estabelecendo uma articulação global das áreas setoriais, fazendária, creditícia, de meio ambiente e de planejamento.