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Juros elevados lideram preocupações de empresários da construção no terceiro trimestre de 2026

Sondagem da CNI e da CBIC aponta que 40% dos empresários indicaram as taxas de juros como principal problema do setor. Indicadores mostram melhora na atividade, mas condições financeiras e expectativas seguem desafiadoras. As taxas de juros elevadas foram apontadas como o principal problema enfrentado pela indústria da construção no terceiro trimestre de 2026. O […]

Publicado em: 27 de outubro de 2026 Fonte: Sinduscon-BA

Sondagem da CNI e da CBIC aponta que 40% dos empresários indicaram as taxas de juros como principal problema do setor. Indicadores mostram melhora na atividade, mas condições financeiras e expectativas seguem desafiadoras.

As taxas de juros elevadas foram apontadas como o principal problema enfrentado pela indústria da construção no terceiro trimestre de 2026. O tema foi mencionado por quatro em cada dez empresários consultados, um aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O resultado representa o segundo maior percentual da série histórica, iniciada em 2015.

Os dados são da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), na segunda-feira (26).

De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os juros elevados permanecem na primeira posição do ranking de principais problemas do setor há algum tempo. O percentual registrado no terceiro trimestre só foi superado no segundo trimestre de 2023.

A alta carga tributária aparece na segunda posição, mencionada por 31% dos empresários, ante 33,6% no trimestre anterior. Já a falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada subiu da quarta para a terceira posição, passando de 28,6% para 29% das assinalações.

Condições financeiras seguem pressionadas

Os indicadores financeiros da indústria da construção permaneceram em terreno negativo no terceiro trimestre. O índice de facilidade de acesso ao crédito recuou 1,4 ponto, passando de 39,3 para 37,9 pontos. Como o indicador permanece abaixo da linha divisória de 50 pontos, o resultado sinaliza dificuldades para a obtenção de empréstimos e financiamentos.

O índice de satisfação com o lucro operacional também apresentou queda de 1 ponto, chegando a 40,7 pontos, o menor patamar desde o primeiro trimestre de 2021. A satisfação com a situação financeira permaneceu em 45,2 pontos, indicando que os empresários continuam insatisfeitos com as condições financeiras dos negócios.

Em relação aos custos, o indicador de evolução dos preços médios de insumos e matérias-primas recuou de 66,2 para 65,5 pontos. Apesar da queda, o resultado segue acima de 50 pontos, sinalizando a percepção de aumento dos preços desses itens.

A intenção de investimento apresentou recuperação de 2,2 pontos em relação a setembro, alcançando 41,9 pontos. Ainda assim, o indicador registrou o pior resultado para o mês de outubro desde 2020.

Atividade apresenta sinais de recuperação

Em setembro, o índice de evolução do nível de atividade da construção avançou 0,9 ponto, chegando a 45,6 pontos. A alta recuperou apenas parte da queda de 2,6 pontos registrada em agosto.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO), indicador que mede o percentual de utilização da capacidade de operação das empresas, subiu 3 pontos percentuais, alcançando 68%.

Por outro lado, o índice de evolução do número de empregados recuou 0,5 ponto, chegando a 45,3 pontos.

Nesse cenário, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção avançou 3,5 pontos e atingiu 49 pontos. Embora permaneça abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa confiança e falta de confiança, o resultado indica redução do pessimismo entre os empresários do setor.

Expectativas melhoram, mas permanecem moderadas

Os indicadores de expectativas para os próximos meses avançaram entre setembro e outubro de 2026. Apesar da melhora, a maioria continua abaixo de 50 pontos e todos permanecem inferiores às respectivas médias históricas.

Os resultados foram:

  • Nível de atividade: alta de 3,1 pontos, para 50,1 pontos;
  • Compras de insumos e matérias-primas: alta de 3,9 pontos, para 49,7 pontos;
  • Novos empreendimentos e serviços: alta de 2,5 pontos, para 48,6 pontos;
  • Número de empregados: alta de 0,7 ponto, para 48,7 pontos.

Com o avanço, as expectativas para o nível de atividade passaram a indicar neutralidade. Nos demais indicadores, os resultados apontam redução do pessimismo em relação às compras de insumos, à realização de novos empreendimentos e serviços e à contratação de trabalhadores.

Os dados evidenciam um cenário de recuperação parcial da atividade e melhora das expectativas, mas com desafios relacionados ao custo do crédito, à rentabilidade e às decisões de investimento. O acompanhamento desses indicadores é importante para compreender as condições econômicas que influenciam o planejamento e o desenvolvimento da indústria da construção.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria, com dados da Sondagem Indústria da Construção, da CNI e da CBIC.

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